…as escopetas metafóricas
O crescimento do CHEGA é um sinal de alarme para a democracia portuguesa, mas é também um espelho das suas fragilidades. Este texto propõe uma distinção essencial: o partido não é o mesmo que os seus eleitores. Entre quem vota CHEGA há menos ideologia extrema do que desilusão, protesto e revolta. Ignorar isso, ou responder com desprezo, é alimentar a narrativa do conflito e da exclusão. A resposta passa menos pelo grito e mais por resolver o que está a falhar: salários, justiça, habitação, qualidade de vida. O populismo combate-se com política, mas sobretudo com resultados.
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