
A Brief History of Time – Stephen Hawking
Hoje partilho a minha mais recente leitura: A Brief History of Time do físico Inglês Stephen Hawking.
Um pequeno livro (221 páginas, edição de bolso) sobre o maior dos temas: o tempo.
Contrariamente aos que costumo partilhar, este livro não é uma obra de literatura clássica. Não diria, todavia, que é literatura técnica. Talvez um adjacente.
Os temas que aborda são inegavelmente técnicos (buracos negros, criação, expansão e fim do universo, viagens no tempo, dicotomia universo/multiverso, entre outros), é escrito por um técnico sobre a sua área de especialidade, mas não é destinado a especialistas ou estudiosos de física e matemática (para isso haverão livros e artigos com consideravelmente mais equações). Antes, é escrito para um público alargado que tenha um conhecimento elementar (a nível do ensino secundário) das referidas disciplinas, e que queira saber mais sobre o que fazem para identificarmos e compreendermos as leis que regem o universo que habitamos.
Sendo boa oportunidade para educar a minha boçalidade nesta matéria (que em nada domino mas acho fascinante), arregacei mangas e fiz-me à leitura.
Além de linguagem simples, que torna a leitura ritmada e agradável, gabo-lhe a capacidade de abordar temas de extrema complexidade e torná-los acessíveis, quer através das explicações, quer dos exemplos, frequentemente esquematizados, que apresenta. Estes ajudam sobremaneira a visualizar conceitos, que nem sempre são fáceis de compreender com mera descrição.
O que é o tempo? É fixo e imutável ou é afectado por variações de outras grandezas físicas? Tem princípio e/ou fim? Flui num só sentido ou existem condições no qual pode ser bidirecional ou até inverter o sentido?

São exemplos de questões que o livro aborda. Além destas, detalha também a abundância e variedade de respostas (e no que são baseadas), que foram sendo encontradas, desde a Grécia antiga até 2016 d.C.
Às virtudes da prosa, acrescenta a perspectiva de quem estudou durante cinco décadas estes tópicos, e viu os incríveis progressos tecnológicos dos séc. XX e XXI desbravarem caminhos até então insondáveis, e confirmarem (umas vezes) e desmentirem (outras tantas) os conceitos que algumas das mais brilhantes mentes da humanidade (como Newton ou Einstein) foram capazes de organizar em grandes teorias unificadoras.
O facto de ser um livro que, apesar te sido publicado inicialmente na década de 80, foi actualizado (foram criados novos capítulos e refeitos outros) pelo autor em 1996, 2011 e 2016, faz com que se mantenha relevante e que inclua os impressionantes progressos das últimas décadas.
Para uma audiência que não sendo física de formação, tem interesse nos conceitos de tempo e universo, recomendo como uma leitura fascinante, actual e de relevância quer científica, quer filosófica.
Boas leituras, boa semana e se tiverem recomendações de leituras sobre esta temática ou adjacentes (do mesmo autor ou outros), por favor partilhem.

P.S.: Stephen Hawking inspirou, nada menos, que três filmes sobre a sua vida e trabalho. “A Brief History of Time” (1991) de Errol Morris, “Hawking” (2004) de Philip Martin, com Benedict Cumberbatch no papel de Stephen Hawking, e “A Teoria de Tudo” (2014) de James Marsh, com o qual Eddie Redmayne, interpretando Stephen Hawking, ganhou o prémio da Academia (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) para melhor actor principal.
Abaixo, partilho os respectivos trailers.

